Emoção leva fiéis às ruas do Rio para acolher o papa Francisco

Cerca de 600 mil pessoas estavam dispostas em todo o percurso por onde o Papamóvel passou, segundo informações da Guarda Municipal. O Pontífice, que surpreendeu ao partir do aeroporto Galeão, na tarde de segunda-feira, 22, usando um carro com vidros abertos, encontrou uma verdadeira multidão no centro do Rio de Janeiro. As pessoas que chegaram de todas as partes do planeta cantavam e convidavam mais pessoas para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013).

A emoção era percebida no rosto de cada jovem, de cada criança, de cada idoso que se espremia na grade de contenção. Tudo isso para chegar o mais próximo possível do Santo Padre para tirar uma foto, receber uma benção ou simplesmente olhar para o sucessor de Pedro.

A expressão era visível no rosto das milhares de pessoas que acompanhavam a passagem do papa Francisco pelo Centro do Rio de Janeiro. Uns gritavam seu nome; outros apenas gritavam; E havia ainda os que olhavam, choravam, se ajoelham e oravam. O semblante do Sumo Pontífice evidenciava a sua alegria em estar no meio do povo. A sua simplicidade tão admirada não passou despercebida pelos olhos dos peregrinos e de pessoas oriundas de diversos lugares para vê-lo pela primeira vez. “Ele chegou!”, exclamavam. “Viva o Papa. Viva o Papa!”.

Pessoas de todas as idades e nacionalidades se emocionaram com a passagem do Pontífice, alguns por ser a primeira vez a estar perto de Sua Santidade. Outros por superar dificuldades, para conseguir, mais uma vez, ter um encontro com um Papa. “É uma grande benção poder viver para acompanhar a passagem de dois Papas na minha cidade. Estive no Aterro do Flamengo cantando para o papa Joao Paulo 2º, quando ele veio pela primeira vez para o Brasil. Estar aqui hoje é uma coisa que não dá para descrever, só sentindo, comenta, emocionada, Izabel de Souza, 55, que mesmo de cadeira de rodas se esforçou e com ajuda dos amigos e familiares ficou de pé ao ver o novo Papa.

Muitos esperavam a quebra de protocolo, mas o Papa apenas pedia que levassem até ele algumas crianças para abençoá-las e beijá-las. Sempre sorridente, ele acenava o tempo todo para as pessoas que esperavam que ele descesse do Papamóvel para caminhar e cumprimentá-las de perto. “Eu estou muito feliz. Tenho 84 anos e esse é o segundo Papa que vim ver de perto”, disse dona Maria Estella, que estava desde duas horas antes ao pé das grades de contenção, para não perder o momento em que o pontífice fosse passar.